quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CANETA NA MÃO E UMA IDÉIA NA CABEÇA

Detesto quando sou tomado por esses arroubos para escrever e no final não sai nada que se aproveite. Dá uma sensação de vazio, pois fico com a caneta na mão, olhando para o papel também vazio, e aí a mente se perde, mas com a caneta firme na mão, esperando algo acontecer, e só saem alguns rabiscos no papel, mas com a caneta firme na mão.

Gosto de escrever (quando consigo!) com caneta e só depois é que digito, não sei explicar, mas acho que assim tenho uma liberdade de criação maior. Afinal, cada doido com a sua mania! Eu tenho uma amiga que só escreve com lapiseira, pois não se sente à vontade em usar a caneta. Disse para ela que isso se deve a uma condição de poder, ou seja, ela tem o poder de alterar, de apagar e “lançar” o escrito no esquecimento.

Acho que muitas pessoas gostariam de ter escrito seu passado com lapiseira (ou lápis), hoje seria mais fácil para elas enfrentá-lo. Bastava encara-lo com uma borracha na mão, e ele (o passado) ficaria quietinho no canto dele, sem riscos de insubordinação, praticamente suplicando para não ser eliminado e aí teríamos a garantia que ele não voltaria. Uma vez li uma frase – não sei de quem é – e concordo com ela, dizia assim: “O passado nunca reconhece seu lugar, está sempre presente”. Porque realmente ele está sempre à espreita, só esperando uma “abertura” para aparecer na nossa frente e nos fazer lembrar das nossas decepções, dores, e claro, das nossas faltas.

Algumas coisas do meu passado eu escrevi a ferro e a fogo, o que é um problema, pois esse passado está bastante presente na minha vida e não tem como eliminá-lo.

Sorte da minha amiga que só escreve com lapiseira!

sábado, 26 de janeiro de 2008

IRRITADIÇO

Sou uma pessoa extremamente irritável (e às vezes irritante também!)! Sério! Para alguém conseguir me irritar, não precisa se esforçar muito. Basta algumas bobagens que para muitos passariam despercebidas, para mim, é um verdadeiro tormento! Confesso que já briguei muito comigo para mudar o meu gênio, mas não é tão simples assim – pelo menos, não pra mim.

Às vezes tento manter uma conversa “civilizada” com alguém, mas aí o sujeito começa a repetir a mesma palavra ao final de cada frase, tipo: “né?” ou “tá entendendo?” ou “entendeu?”. Pronto, a minha mente começa a borbulhar, e se eu não conseguir mudar de assunto (e os “né’s?”), de forma brusca corto a conversa. Outra situação que muito me irrita, é quando alguém me pede uma explicação sobre determinado assunto e quando começo a explicar, percebo que o ouvinte não está tão “ouvinte” assim, aí mais uma vez, na brutalidade corto a conversa. Poxa, eu não sou tão cansativo assim! Ou sou? Nossa! Essas minhas dúvidas me irritam tanto...

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

AMIGO FIEL

Você, meu Amigo, que sempre me escuta sem nunca me interromper. Que conhece meus segredos mais profundos e nunca os revelou. Sabe dos meus defeitos e os meus pecados – aqueles que não tenho coragem de falar em voz alta, pois me envergonho –, e me aceita assim mesmo.

Meu Amigo, você ouviu minhas gargalhadas quando encontrei meu Amor, e enxugou e absorveu minhas lágrimas quando esse mesmo Amor foi embora [É, eu sei que carrega em teu peito as manchas das minhas lágrimas que derramei sobre ti]. E tornou a ouvir meu sorriso bobo quando me apaixonei novamente.

Nas minhas noites insones, ouve minhas lamentações, meu resmungos, e nunca se aborrece quando, nos meus “dias de lua”, vou dormir sem te desejar “boa noite!”. E se estou alegre ou triste, sempre encontro o aconchego do teu colo.

Você assiste de perto todos os meus sonhos, e deve rir-se de mim quando sonho bobagens, ou coisas absurdas e deliciosas como os sonhos de criança.

A você, meu Amigo, eu tenho uma imensa gratidão, porém, sei que não costumo te dizer o que representa pra mim. Mas quando nos abraçarmos, repara bem na batida do meu coração e sentirá que não é um “tum-tum” ritmado. Não. É um “tum-tum” louco, acelerado, que só fica assim quando estou próximo daqueles que amo. Portanto, caro Amigo, sinta-se amado por mim.

Talvez, eu não diga isso com freqüência, mas saiba que é verdadeiro: Você é muito importante pra mim, caro Amigo travesseiro!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

AUTO-AJUDA

Dentre tantas coisas que me aborrecem, os livros de auto-ajuda, com certeza, estão entre elas.

Partindo da idéia que estou “ouvindo” os conselhos do escritor [do livro de auto-ajuda], então, deixa de ser auto-ajuda e passa a ser uma espécie de – digamos –, consulta.

Como é que pode uma pessoa dizer como eu devo agir?? Alguém pode até defender utilizando do argumento que, os sentimentos (dor; amor; ódio; tristeza) são iguais em todas as pessoas. Porém, eu rebato dizendo que, cada ser, expressa esses sentimentos em maior ou menor intensidade. E é justamente isso que nos faz tão complexo, é a nossa “particularidade”.

Daí vem uma pessoa que não me conhece, não compreende a minha cultura, não acompanhou a minha formação, e diz que basta eu sorrir e dizer “obrigado”, que o mundo – misteriosamente – sorrirá de volta pra mim. Não, o mundo real e as pessoas reais que vivem nele, são um pouco mais complicados que isso.

Ele [escritor] pode até entender a mente humana partindo do pressuposto de um comportamento padrão, mas a mim, minha alma, minha essência, ele não tem como compreender, portanto, não deve me dizer o “modo correto” de agir.

Não estou dizendo que, esses livros não servem para algo, mas as pessoas é que ainda não entenderam que a felicidade não está na prateleira de uma livraria, aos montes e, na sua 25ª edição.

Enquanto lêem esses livros, aprendendo como se deve viver, elas esquecem de viver realmente e, só confirmam o quanto não conseguem se “auto-ajudar” procurando conselhos de um guru que, esse sim, soube se auto-ajudar, afinal, para isso os livros serviram, para enriquecê-los.

Mais uma vez, quero esclarecer que não falo isso em detrimento dos livros, pois sou defensor do pensamento que toda leitura tem sua importância. Basta que, você, saiba “filtrar” as informações que lhe serão necessárias. Isso sim, seria auto-ajuda. Ou seja, você, procurando nas suas experiências de vida o melhor modo de enfrentar a situação.

Se prender a esses livros, seria o mesmo que, se anestesiar para não sentir a dor, ao invés de tomar o medicamento que combateria a doença.

Mas no final das contas, o mais estranho é que, a medida que vejo meu texto desenvolvendo, deixo de “atacar” o livro de auto-ajuda e, adoto a postura de conselheiro, dizendo como as pessoas devem proceder diante desses livros.Talvez seja uma necessidade humana, dar pitaco na vida alheia.

sábado, 12 de janeiro de 2008

METAMORFOSES, UNIVERSO E A AMIZADE.

A rua vinha em nossa direção – como um cachorro que corre para seu dono –, e nós, íamos nela.

A cada passo que dávamos, era um passo para o futuro. Não esse futuro das ficções científicas. Não. Era o futuro real, aquele que a gente pega e molda entre os dedos como massinha de modelar. O futuro invisível, e tão palpável. E o que esperar dele? Nada. Essa não era a questão.

Continuamos a andar, discutindo sobre as metamorfoses que sofremos. Falando quem éramos ontem, e quem somos hoje. Rompíamos o futuro a cada passo que dávamos, e ele [o futuro] tocava-nos no rosto como o vento, sempre tão misterioso, tão incerto, tão solitário [como nós], porém, muito verdadeiro. E numa troca de posições, em segundos, o futuro a minha frente se transformava no passado as minhas costas.

E a rua vinha em nossa direção, e nós, íamos nela.

Descobrindo que para ser feliz basta uns goles de gargalhada, ouvido e boca sinceros, abraços calorosos, e verdade no olhar.

Sentamos na calçada. Tomamos mais uns goles de gargalhada. Mesmo parados, a Vida continuava passando por nós.

Nos levantamos e retomamos a caminhada. E caminhando, um ao lado do outro, vimos o universo se expandir [como um novo Big Bang], e percebemos que as coisas não deixam de acontecer se não estivermos lá para ver. Pelo contrário, elas acontecem, sim! Aí, é nessa hora que vemos o quanto somos pequenos, mas, paradoxalmente grandes, pois podemos interferir no universo de outra forma: conhecendo alguém e sendo um agente transformador dessa vida, pois transformando uma vida, transformamos o universo.

E a rua vinha em nossa direção, e nós, íamos nela.

FÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIAAAAAAAAAAAAAS


Olá pessoas!
Como fazia muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos séculos que eu não passava por aqui, resolvi anunciar formalmente para todo o submundo que ESTOU DE FÉRIAS!!!!!!!!!!!


T_T

Sinto-me realmente, realmente feliz! Queria ter o dom de certo maninho (vide posts abaixo) para escrever um texto lindo e cheio de meandros, com gueres-gueres e sei lá mais o que!
srsrsrsrsrsr


Mas ando sem muita inspiração ultimamente, graças a todas as divindades, estou de férias da faculdade, já pensaram uma jornalista sem conseguir escrever matérias... mas então... deixando de enrolação e indo ao ponto do motivo do post...


Estou de férias, e vou dar férias para vcs da minha pessoa!

srsrsr
Por motivos de força maior, irei conectar menos durante o dia e mais só nos fds!


Antes que alguém diga (pq sempre tem os emos mode on), é mais para descansar os pulsos coitados, ambos com tendinite.
Então, tenho uma sucessão de sabados pela frente... qud quiserem skypear, não exitem em me convidar, já que não precisamos digitar né msm!


No mais, estarei aproveitando a praia (vide foto acima) por vcs! Bjuuuuuuuuuuuuus
Adoro a todos!!!!!!


E não lotem muito pouco a minha caixa de email!

srsrsrsr

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

JANEIROS

Finalmente janeiro chegou! E com ele, a esperança de um ano melhor, de um mundo melhor!

Mas que “mística” é essa que nos envolve e nos faz pensar que este ano será melhor só porque ele é novo?! Não sei. Só sei que o momento de desejar que tudo melhore é esse. Mas é só isso que as pessoas fazem: desejam.

Devemos é trabalhar para que este ano seja melhor que o anterior.

No final do ano, as pessoas telefonam para “Deus e o mundo” desejando tudo quanto é coisa boa, fazem seus exames de consciência e pedem a Deus que tudo melhore. Mas continuam presas a velhos vícios e comportamentos que jamais contribuirão para o seu crescimento pessoal. Claro que temos falhas! Mas como posso ter aquele corpo atlético se nunca faço exercício e continuo me entupindo de doces e chocolates?! Como vou conseguir aquele emprego dos sonhos ou ter aquele salário, se não me qualifico?! Como vou ter aquele amor, se não paro de afastar as pessoas de mim?! E como posso me incomodar com o menino que bate no vidro do meu carro pedindo uns trocados se, ao invés de educação, alimentação e segurança de um lar, eu dou justamente uns trocados?!

Portanto, vamos eliminar [ou moderar] os doces da nossa alimentação; vamos nos qualificar; amar a nós mesmo para, finalmente, poder amar ao outro; e vamos acabar com a indiferença social, parar de dar trocados, pois esses trocados representam a nossa “isenção” de responsabilidade com o próximo. Ser uma pessoa melhor do que ano passado tem que ser uma ação prioritária e não apenas um desejo!

Finalmente janeiro chegou! E com ele a esperança de um ano melhor, de um mundo melhor!